editora movida a imaginação radical

autoras/es e tradutoras/es

Autoras/es e tradutoras/es estão lado a lado na Kipuka. O olhar e as escolhas de quem traduz são parte da criação e da autoria dos livros que chegam às nossas mãos em português.


Ana Gebrim

Psicanalista brasileira de origem libanesa, baseada em São Paulo; pesquisa deslocamentos humanos e regiões em conflito. Na Kipuka, é autora e coordenadora editorial do livro Ver e não ver a Palestina: ensaio em fragmentação (2026), em coautoria com Marie-Caroline Saglio-Yatzimirsky. Também escreveu Psicanálise no Front: a posição do analista e as marcas do trauma na clínica com migrantes (Juruá, 2020), assim como diversos artigos e ensaios sobre a Palestina, exílio e e trauma. Integra o coletivo Desorientalismos e a Sumud Network for Mental Health.

Ayelén Medail

Tradutora, pesquisadora e professora argentina, baseada em São Paulo. Na Kipuka, traduziu Não volte, de Leonardo Tarifeño (2026). Entre outros, traduziu também: A saudade é armadilha, de Laila Desmery (Primata, 2026); Nossa vingança é o amor, de Cristina Peri Rossi, (Editora 34, 2025); Dezenove garras e um pássaro Preto e Saboroso Cadáver, de Agustina Bazterrica (Darkside, 2023 e 2022); A arte do erro, de María Negroni (100/cabeças, 2022). Graduada em Letras e História, mestra em ciências da comunicação e cultura (PROLAM-USP) e doutoranda do PPG LELEHA-USP.

Ariadna Castellarnau

Escritora e jornalista cultural catalã, baseada em Vilassar del Mar, formada em Filologia Hispânica e em Teoria da Literatura e Literatura Comparada pela Universidade de Barcelona. Viveu em Buenos Aires entre 2009 e 2016, onde colaborou com veículos como Página 12, Perfil, Anfibia e Etiqueta Negra. É autora de Queima, vencedor do Prêmio Internacional Las Américas de melhor romance hispano-americano em 2015 e publicado pela Kipuka no Brasil em 2026. Sua escrita combina atmosferas perturbadoras e insólitas com um olhar crítico dos tempos atuais.

Beatriz Cruz

Artista brasileira baseada em São Paulo; transita entre artes cênicas e visuais. É cofundadora do Coletivo Teatro Dodecafônico, que atua com práticas de intervenção urbana e criação coletiva no Brasil, Argentina e Chile. É coidealizadora e desenvolve coletivamente, desde 2022, a plataforma SaPatrônica, que articula cartografia afetiva e práticas artísticas para a criação de obras audiovisuais e derivas urbanas em torno das memórias lésbicas e do espaço público de São Paulo. Na Kipuka, é autora da coleção Projeto Desandar (2025).

Dani Marino

Pesquisadora e docente brasileira baseada em Santos, especializada quadrinhos produzidos por mulheres e estudos de gênero, bem como em crítica e diversidade. Mestre em Comunicação e doutora em Cultura e Informação pela USP. Coeditou Mulheres e quadrinhos (Skript, 2019), obra premiada com dois troféus HQMIX. É coordenadora editorial da Mina de HQ e atua como jurada, debatedora e palestrante em eventos como CCXP e HQMIX. Na Kipuka, é coautora de Quadrinhos, diversidade e insurgência (2026), com Gabriela Borges.

Gabriela Borges

Jornalista e antropóloga brasileira, baseada em Florianópolis. Em 2015, fundou a Mina de HQ, plataforma multimídia referência no Brasil em divulgação de histórias em quadrinhos, incentivo à leitura e debates sobre gênero e diversidade. Foi finalista dos prêmios Jabuti (2022) e Global Arts Prize (2025), e vencedora dos troféus HQMIX (2023) e Angelo Agostini (2021). É editora e coorganizadora da antologia Quadrinhos queer (Skript, 2020). Na Kipuka, é coautora de Quadrinhos, diversidade e insurgência (2026), com Dani Marino.

Leonardo Tarifeño

Jornalista, editor, crítico literário e DJ argentino, baseado no México. É autor de Extranjero siempre. Crónicas nómadas (Almadía-Producciones, El Salario del Miedo, 2013) e No vuelvas (Almadía, 2018) – publicado no Brasil pela Kipuka como Não volte (2026). Tem artigos e textos nos livros Roberto Bolaño: la escritura como tauromaquia (Corregidor; Celina Manzoni, org.), Let’s talk about your wall: Mexican writers respond to the inmigration crisis (The New Press; Boullosa e Quintero, orgs.) e País tropical. Brasil y su música (Univ. de Guadalajara; Blanc, Inzillo e Martinelli, orgs.).

Marie-Caroline Saglio-Yatzimirsky

Antropóloga, psicóloga clínica e psicanalista francesa, baseada em Paris. Professora no INALCO; diretora do Institut Convergences Migrations-CNRS e presidente do Centre Primo Levi. Entre suas obras, estão Violence et récit. Dire, traduire, transmettre le génocide et l’exil (Hermann, 2020), Lingua (non) grata. Langues, violences et résistances dans les espaces de la migration (Presses de l’Inalco, 2022) e Rassemblement familial (L’Aube, 2026). Na Kipuka, é cautora de Ver e não ver a Palestina: ensaio em fragmentação (2026), com Ana Gebrim.

Silvia Massimini Felix

Tradutora literária do espanhol há mais de 25 anos, brasileira, baseada em São Paulo. Atualmente, dedica-se à tradução de autoras latino-americanas contemporâneas, como Camila Sosa Villada e Mónica Ojeda. Em 2023, foi premiada pela FNLIJ e incluída na IBBY Honour List 2024 pela tradução de Kramp, de María José Ferrada (Moinhos, 2020). Formada em Letras (italiano e espanhol) e mestre em Literatura Espanhola pela USP, também atua como preparadora de textos para diversas editoras. Na Kipuka, traduziu o romance Queima, de Ariadna Castellarnau (2026). Foto: Renato Parada.