editora movida a imaginação radical

Coleção Projeto Desandar

O Projeto Desandar é uma série de programas de performance que transita entre os territórios do corpo e da linguagem. Ao acoplar o prefixo DES a determinados verbos — desfrutar-se, descaracterizar-se, destroçar-se, desobstruir-se e outros —, subverte seus sentidos e propõe intervenções no cotidiano que combinam escrita, imagem e prática performativa. Essa coleção reúne três livros com textos, fotografias e registros sonoros de alguns experimentos e convida à criação de novas ações.

Autora: Beatriz Cruz
Design e editoração: Vânia Medeiros | Conspire Edições
Edição: Livia Almendary
Tratamento fotográfico: Marina Bastos
Revisão: Juliana Cury Rodrigues | Algo Novo Editorial
Lançamento: setembro de 2025
Volumes: 3 (480 páginas)
Dimensões do box: 11 cm x 18 cm x 3,5 cm
ISBN: 978-65-985331-3-7

Livro 1 – Caderno de Programas: série de programas de performance para a cidade, o corpo e o fim do mundo.

O Projeto Desandar surge da experiência com práticas de deriva urbana — de errar pela cidade, de andar sem um rumo ou objetivo a priori. Quanto mais o corpo caminha e se deixa afetar, mais abre espaços internos  e produz lugares singulares que ressoam, criam outras direções e estabelecem um percurso infinito entre corpo, cidade e palavra, até — ou para além — do fim do mundo. O livro 1 é um compilado de programas de performance do projeto — dois dos quais se desdobram nos livros 2 e 3.

Livro 2 – Desfrutar-se: uma ode à siririca e ao orgasmo autogestionado como resistência ao patriarcado.

Desfrutar-se é uma ação artística que reúne uma série de relatos de mulheres e pessoas com vulva, coletados e trocados anonimamente. É um dos programas de performance do Projeto Desandar. Os relatos do livro, escritos por diferentes pessoas, fabulam sobre masturbação e frutas. Foram coletados e depois compartilhados em locais públicos, em diferentes suportes: lambe-lambe, performance presencial, videopoema, lives em rede social e vivências em grupo. Este livro reúne ainda fotografias com registros da performance e suas intervenções na cidade.

Livro 3 – Descaracterizar-se: notas sobre 365 dias vestida de outras pessoas.

Descaracterizar-se é uma performance-experiência para habitar outra pessoa – e ser habitada por ela – nos tecidos, nos gestos, na pele. Durante um ano inteiro, Beatriz Cruz não usou suas roupas: convidou pessoas para lhe emprestarem seus trajes, estilos e rotinas de vestir-se. O vestuário produz um espaço de relação e gera trocas afetivas entre quem empresta e quem veste. Roupas, acessórios e objetos tornam-se veículos de memória e identidade, como arquivos vivos: conectam histórias pessoais e sociais, atravessavam as questões de gênero e subjetividades.